O principal argumento para a criação e para a existência do movimento feminista, teleguiado da esquerda política (dois dos três braços Globalistas), é de que, antes desse movimento, as mulheres eram oprimidas pelos homens que as submetiam a terríveis situações e as subjugavam de todas as formas. Uma grande opressão, segundo o movimento.
Aliás, a opressão é o principal mote dos pseudo libertários. No início, o argumento era de que a burguesia oprimia o proletariado, depois o professor oprimia aluno, o branco oprimia o negro (ou o preto) através da escravidão (que já teve muita cor de pele na parte escravocrata/escravagista, opressora – Faraó, por exemplo, não é caracterizado como um loiro de olhos azuis), o homem oprimia a mulher, os cristãos oprimiam as religiões africanas… Não fosse o vocábulo “opressão”, boa parte do discurso comunista não existiria; arrisco até a dizer que ele próprio não existiria. Não seria possível, neste breve artigo falar sobre todas essas supostas opressões, por isso vou me ater somente à questão do “machismo”, homens que oprimiam as mulheres.
Historicamente, sempre coube ao homem proteger, com a própria vida se necessário fosse, e alimentar sua família, assim como, também historicamente, a mulher protegia, com sua vida, a sua prole. O homem morria para proteger sua esposa, assim como a mãe morria para proteger seus filhos. A Bíblia discorre sobre a função do homem de amar sua esposa e por ela se entregar, assim como Cristo amou a Igreja e por ela se entregou Tito 2:14 (os líderes da Teologia da Missão Integral, ignoram que Ele se entregou e dizem que foi a “religião que matou Jesus”).
Voltando ao nosso tempo, mostramos a seguir a letra de uma música gravada entre o final dos anos 1960 e o início dos anos 1970 (link do vídeo e a letra, a seguir):
No Colo da Serra
Toquinho e Vinícius de Moraes
Uma casinha qualquer no colo da serra,
Um palmo de terra pra se plantar;
O colo de uma mulher, uma companheira,
Uma brasileira pra se amar,
Se eu tiver que lutar, vou é lutar por ela;
Se eu tiver que morrer, vou é morrer por ela;
E se eu tiver que ser feliz, você vai ter (olha aí a opressão;;; rs) que ser feliz também!
Homens vieram da noite em gritos de guerra,
Feriram a terra, o céu e o mar;
Homens ficaram no chão mirando as estrelas
Mas sem poder vê-las, no céu brilhar.
E o que mais prometer aos herdeiros da vida?
E que versos fazer à mulher concebida?
E quando alguém morrer assim, vai ser a morte para mim também.
E que versos fazer à mulher concebida?
Se eu tiver que morrer, vou morrer pela vida.
Se eu tiver que morrer, vou morrer pela vida.
Citei os líderes da Teologia da Missão Integral – TMI, de viés globalista, e agora falo sobre o discurso de um soldado raso dessa mesma teologia, mas que se acha um general; um deslumbrado pastor que, a partir de seu púlpito, de onde não pode ser contestado, no Dia Internacional da Mulher, em 08/03/2020, fez um discurso, no prólogo, que faria inveja à mais devotada feminista. Depois, no tempo reservado para sua pregação (sermão), citou que no Tabernáculo dos hebreus, havia regiões delimitadas, ou seja, o estrangeiro poderia ir até determinado ponto, as mulheres até outro, os sacerdotes até outro e, no “Santo dos Santos” somente o sumo-sacerdote podia entrar. Fez, então, um comentário: “tá (sic) vendo, irmãs? Naquela época já havia machismo“. Só não bradou #somostodossumosacerdotes porque, nesse caso, teria que ser coerente e franquear o acesso ao púlpito a pessoas que não pensam como ele. Ele mesmo um opressor, porque tudo, na seita, tem que ser conforme a vontade dele, “do jeito que o XYZBruno gosta” (em meus blogs, todos os bois têm nome).
Se realmente havia machismo, deveria, então, haver um agente propulsor. Se vale o “Disse o SENHOR a Moisés“, então Deus seria o machista; caso contrário, os registros que estão na Bíblia foram gerados por homens (e não soprados pelo Espírito Santo) e, portanto, esta (a Bíblia) não pode ser a tal “regra de fé e prática” que os reformados adotam desde 1517 e, nesse caso, eu posso escolher a parte que eu acredito e a que não acredito. Boa parte da corrupta (desde o Éden) humanidade dirá que não acredita que o “Não furtarás” e o “Não adulterarás” sejam inspirados, que não são a ordem divina e, portanto, não precisam ser seguidos.
Pastores desse tipo esquecem que a proeminência masculina não existia só no povo hebreu, toda a humanidade agia dessa forma. No mundo grego, berço, e um dos três pilares, do mundo ocidental, por exemplo, esse era o retrato das mulheres:
- Reclusas em casa;
- Papel principal: gerar filhos, um a cada dois anos;
- Média de vida: 36 anos;
- Moça casava-se aos 14 anos, com marido mais velho;
- Casamentos eram arranjados;
- Vistas como inferiores
… continua no próximo artigo: “As Mulheres de Atenas e a Mulher Virtuosa“…
2020-09-24 – Texto de Sergio de Souza
Referências (além das já citadas no texto):
- https://www.letras.mus.br/toquinho/87305/
- Bíblia Sagrada